Cosméticos sem testes em animais? Sim, é possível!

Milhares de produtos químicos são utilizados nas formulações de produtos cosméticos e alguns possuem toxicidade, sendo largamente testados em animais, sob o título “teste de toxicidade”. Os testes de toxicidade realizados em animais, além de envolverem um grande número de animais, ocasionam sérios efeitos na saúde dos mesmos. Costumam ser agressivos, MUITO cruéis e até mesmo levam a morte dos animais utilizados.

Mas existem diversas maneiras de testar os cosméticos que iremos utilizar quanto a sua segurança e eficácia sem que seja necessário utilizar animais para isto!

 Os métodos alternativos são procedimentos que podem substituir o uso de animais em experimentos, reduzirem o número de animais necessários ou refinam a metodologia, de forma a diminuir a dor ou desconforto sofrido pelos animais. Atualmente, os métodos alternativos em substituição aos animais na pesquisa estão cada vez mais viáveis e eficientes e cada vez mais caminhos alternativos estão sendo percorridos.

Uma metodologia bastante utilizada é a tecnologia in vitro que consiste na cultura de células, tecidos e órgãos e que permite realizar pesquisas de câncer, imunologia, testes toxicológicos, produção de vacinas e desenvolvimento de drogas, sem testar em animais.

CONHEÇA ALGUNS TESTES REALIZADOS EM ANIMAIS: 

Um teste comum realizado em animais na indústria cosmética é ode irritação ocular, que visa avaliar alterações oculares e a perioculares provocadas por produtos químicos diversos. Para a sua execução, são colocados 100 mg de solução concentrada de determinada substância nos olhos de um grupo de 6 a 9 coelhos albinos, que não receberam anestesia. As pálpebras dos animais são presas por grampos, que mantêm os olhos constantemente abertos. Embora 72 horas sejam geralmente suficientes, a prova pode durar 18 dias, quando, então, o olho do animal se transforma em uma massa irritada e dolorida. As reações observadas incluem processos inflamatórios das pálpebras e íris, úlceras, hemorragias ou mesmo cegueira.

Outro teste em animais muito comum é o teste de sensibilidade cutânea, que consiste na depilação de áreas do corpo do animal, onde se raspa a pele (muitas vezes até provocar sangramento) e aplica-se a substância a ser analisada. Observam-se sinais de enrijecimento cutâneo, úlceras, edemas, etc.

TESTES IN VITRO, SEM UTILIZAÇÃO DE ANIMAIS:

Dentre as principais tecnologias in vitro para utilização em substituição ao uso de animais são: o Eytex e o Skintex.

O Eytex, consiste em um procedimento in vitro que mede a irritação ocular, através de sistema de alteração proteica. Uma proteína vegetal obtida da semente de feijão mimetiza a reação da córnea humana à exposição de substâncias estranhas.

Já em substituição ao teste de sensibilidade cutânea, tem-se o Skintex, um método in vitro para avaliar a irritação cutânea, usando a casca da semente de abóbora para mimetizar a reação de substâncias estranhas sobre a pele humana (tanto o EYTEX quanto o SKINTEX podem testar mais de 5.000 materiais diferentes).

Além destas alternativas existem outras diversas e assim podemos observar que é possível utilizar um cosmético com segurança e eficácia sem que sejam necessárias as realizações de testes tão cruéis e degradantes com os animais.

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