Pitanga, Babaçu e Castanha. O que tem em comum e benefícios para a pele

Considerado um dos países com a maior biodiversidade, o Brasil detém mais de 100.000 mil espécies de plantas distribuídas em diferentes biomas, incluindo uma diversidade de frutas tropicais e exóticas. Muitas delas ganharam popularidade e atingiram os mercados interno e externo, entretanto uma fração permanece pouco estudada.

Pitanga

Dentre elas, está a pitanga (Eugenia uniflora), fruta tropical cultivada no Nordeste, com sabor, aroma e aparência apreciados. O considerável teor de vitamina A e C, além da presença de substâncias biologicamente ativas, principalmente compostos fenólicos e carotenoides fazem dessa fruta uma fonte de compostos antioxidantes. Na indústria cosmética o uso da pitanga vem crescendo substancialmente e hoje o extrato desta fruta e o óleo essencial extraído de suas folhas já são utilizados em diversas formas cosméticas como shampoos, hidratantes, condicionadores e até em perfumes.As vitaminas encontradas na pitanga ajudam a manter pele, cabelos e unhas saudáveis e hidratados, principalmente a vitamina A que ajuda na produção de colágeno deixando a pele mais tonificada, possui ação anti-inflamatória, regenerativa e neutralizadora dos radicais. Além disso, contém ácido ascórbico que previne o envelhecimento precoce. Por ser rica em antioxidantes, antocianinas, carotenoides e flavonoides, a pitanga auxilia o corpo a eliminar os radicais livres que podem alterar o DNA das células e causar diversos tipos de câncer, assim como são os principais responsáveis pelo envelhecimento da pele.

A ingestão dos frutos da pitangueira auxilia os tecidos epiteliais a ficarem mais consistentes e com a elasticidade melhorada. Rugas e acnes também podem ser evitadas com o consumo da pitanga.

Mas não é só na alimentação que ela pode ajudar a melhorar a pele. Diversos cremes e hidratantes com base na fruta podem concentrar ainda mais vitamina A e são feitos especialmente para o rosto. Lembre-se, porém, de procurar um ideal para sua idade e seu tipo de pele.

Os óleos vegetais também possuem enorme demanda no mercado mundial de produtos cosméticos devido ao interesse por parte dos consumidores em produtos oriundos de fontes naturais. Tradicionalmente, muitos são utilizados na indústria alimentícia, farmacêutica e cosmética. A indústria cosmética requer óleos que possuam elevada estabilidade contra oxidações, sejam insípido e inodoro. A presença de diferentes componentes químicos em um óleo pode favorecer a presença de inúmeras atividades biológicas dessa matéria-prima assim como a vida útil de uma formulação.

Babaçu

Babaçu é o nome genérico dado às palmeiras oleaginosas pertencentes à família Palmaceae e integrantes dos gêneros Attalea e Orbignya. O segundo gênero inclui espécies predominantemente nativas da região norte do Brasil (Maranhão,Piauí, Pará e Tocantins).

O óleo de babaçu possui grande utilidade nas indústrias de alimentos, combustíveis e lubrificantes. A extração deste óleo apresenta, no mínimo cerca de 68,0% de rendimento e é rico em ácido láurico, com concentração acima de 40,0%. No Brasil, é uma das principais fontes de ácido láurico, mas a importância cosmetológica deste óleo também se deve à presença de compostos, como os ácidos mirístico, palmítico e oleico. É emoliente e pode ser utilizado em várias formulações para o cuidado da pele e cabelo. Vários estudos comprovaram as atividades antitumoral, anti-inflamatória e cicatrizante do óleo de babaçu. Na indústria cosmética, o óleo pode ser empregado em cremes faciais, corporais e emulsões de limpeza.O ácido láurico é o principal componente responsável pelas qualidades terapêuticas do babaçu por possuir propriedades antivirais, antifúngicas e bactericidas.

A Castanha-do-pará

Bertholletia excelsa, popularmente conhecida como castanha-do-pará ou castanha-do-brasil, é uma árvore de grande porte nativa da Floresta Amazônica, no Brasil e na Bolívia. A castanha é a semente contida dentro do fruto. Ela é uma oleaginosa de alto valor energético e que possui muitos lipídios, ácidos graxos e compostos antioxidantes. Seus benefícios não param na semente. O óleo de castanha-do-pará é extraído à parte da prensagem a frio das sementes secas ou via extração por solvente, utilizando etanol ou compostos derivados de petróleo. O óleo obtido da castanha-do-pará apresenta muitos componentes. É muito rico em ácido graxos, principalmente ácido linoleico, linolênico, oleico, ácido palmítico, vitaminas A e E, diversos minerais e oligoelementos, como cálcio, ferro, zinco, potássio e selênio.Os ácidos graxos, principalmente o linoleico (ômega 6) e linolênico (ômega 9), são essenciais na formação do tecido epitelial e são encontrados na castanha. Eles participam dos processos bioquímicos e fisiológicos de formação da barreira cutânea, agindo como lubrificante em cicatrizes. A presença dos minerais e oligoelementos é muito importante para a regeneração do tecido, sobretudo o zinco, que além de acelerar o processo de cicatrização, afasta o risco de infecções. As vitaminas A e E são indispensáveis para a proteção da pele. A vitamina E – ou tocoferol – possui importante ação antioxidante e combate os radicais livres, agindo na prevenção do envelhecimento cutâneo, no aparecimento de rugas e flacidez. O selênio contido na composição do óleo vegetal também é um composto que auxilia no combate ao envelhecimento, potencializando essa ação.O óleo de castanha-do-pará é considerado um dos melhores óleos vegetais com poder de hidratação. É lubrificante e emoliente, o que torna a pele mais suave e impede a perda transepidermal de água, aumentando muito a hidratação da pele e dos cabelos. Além disso, o óleo possui componentes importantes para repor a barreira lipídica da pele, minimizando o ressecamento e a desidratação.

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